Awkwardness e Vivo Open Air

Acharam que eu ia esquecer da postagem hoje, não é? Pois bem, estavam todos muito enganados. Ótimo jeito de começar, veja bem, pois acaba com toda a frustração de ter um bom começo… Já que ao menos ele vai ser engraçadinho enquanto fica nessa bosta, né. [Insira risos da platéia aqui]. Pois bem, vamos direto ao ponto agora!

A minha decisão de assunto para a primeira coluna de abertura de arquivo do blog foi falar do grande evento que eu tenho preenchido as minhas noites dessas últimas semanas: o Vivo Open Air Rio de Janeiro 2014. O evento, já com 12 anos de bagagem, acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, e contém a exibição de diversos filmes na maior tela ao ar livre do mundo – 325 metros quadrados, para quem entende exatamente o quão grande isso é (eu não, claro). Também há o acontecimento de shows e festas depois da apresentação do filme, mas ainda não cheguei a esse nível de sociabilidade, então me focarei nas exibições mesmo.

Já fui a três dias do festival e os três dias foram incríveis cada um de um jeito. O primeiro, sexta-feira 16 de Maio, veio com a exibição de Flashdance e a primeira vez que eu vi o telão levantando do chão com a magnitude de todo aquele show de luzes e som que há todos os dias. Vou colocar o vídeo do próprio canal do evento aí embaixo para mostrar a subida do telão, mas, falando sério, não dá para entender o quão legal é por esse vídeo. É… Sei lá. (Muito eloquente essa explicação, vejam só). É um evento por si só ver aquele telão enorme subindo. Não somente pelo som, pelas luzes, pelos efeitos, mas pelo tamanho. Quando eles falam que é grande, não há exatamente a ideia do quão grande vá ser. Até que ele está lá na sua frente e só há uma palavra para definir: Wow.

A exibição do filme foi aquela animação tradicional. Comigo e com a minha amiga, Maria Julia, que já tinha visto o filme cantando todas as músicas e comentando baixinho e com o meu outro amigo que tinha ido comigo, Rafael, focado em conseguir assistir direito já que ele nunca tinha visto. Flashdance é, de longe, um dos meus filmes preferidos dessa época, comigo adorando desde a história, quanto as músicas e até o posicionamento da personagem principal. Ela é uma mulher forte, independente, que não precisa da ajuda de ninguém e que briga pelos seus próprios desejos e aspirações. Ela tem frustrações de uma pessoa real e, bom, isso é tão difícil de ver em personagens femininas de filmes que é preciso dar qualificações para a mesma.

No dia seguinte, sábado dia 17 de maio, já estava de volta ao evento. Dessa vez para ver Laranja Mecânica com a minha irmã menor, Beatriz, que é completamente apaixonada por esse filme. Apesar de estarmos as duas achando que teríamos problemas na entrada – por ela ser menor de idade -, não tivemos nenhum impedimento. Ao mesmo tempo que isso é um pequeno probleminha de produção (afinal, há a venda de bebidas alcoólicas lá dentro e o filme não é exatamente apropriado para menores), nós duas ficamos bem aliviadas e felizes por isso. Afinal, ela já tinha visto esse filme várias vezes antes e nenhum de nossos pais via um problema nela estando presente na sessão. Bom, nós fomos escolher nossos lugares no alto da arquibancada e esperamos o começo do filme depois de comprarmos… Uvas. Pois é. Há uma barraquinha de frutas no evento e decidimos que comprar uvas para assistir ao filme – juntamente com a pipoca de graça distribuída para todos – parecia uma boa ideia. Apesar de uns pequenos problemas com o audio do filme no começo, quebrando bastante a impressão marcante que há naquele monólogo de Alex DeLarge, o resto da sessão se decorreu com tranquilidade e com a apreciação da platéia lotada que havia no dia.

No domingo teve Frozen, terça-feira foi o combo de Taxi Driver e Touro Indomável, quarta-feira Star Wars IV e V e na quinta-feira, finalmente, voltei ao festival para ver a pré-estréia nacional de O Lobo Atrás da Porta. Dessa vez fui com a minha mãe, que estava animada para ver o filme e para frequentar o evento, mesmo sendo em uma quinta-feira e em um dia nublado. Talvez tenha sido o perigo de chuva e o fato de ser no meio da semana que tenha feito a sessão ficar meio cheia ou meio vazia, dependendo do seu ponto de vista. Porém, ainda assim, foi um evento como todos os outros. Chegamos bem cedo, comemos, compramos uvas (virou tradição, ao que parece), tiramos fotos e sentamos nas espreguiçadeiras de baixo do telão para vermos o levantar de outro ângulo. Valeu bastante a pena. E, além de tudo, ainda houve a experiência de assistir o filme com o elenco e a equipe de produção presente e fazendo um discurso antes do mesmo começar!

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O filme é incrível, diga-se de passagem. Com uma produção de alto nível, um começo suave e uma história que vai ficando cada vez mais pesada, O Lobo Atrás da Porta trás aquela ideia de que todo ser humano tem um lado mais visceral. Não somente a personagem vilã do mesmo, mas quase todos os outros personagens se mostram um pouco vilanescos a sua própria parte. Em especial, Bernardo, o personagem principal masculino, que tem o seu nível de vilania equiparando-se com Rosa, a grande vilã do filme todo. A história é baseada em uma conhecida do Rio de Janeiro (e talvez do Brasil inteiro), a da Fera da Penha. É assim que ficou conhecida Neide Maria Maia Lopes depois que ela foi condenada pelo sequestro e o assassinato de uma criança de quatro anos, filha do seu amante. E o filme narra a história de maneira tão visceral e extrema que, até o final do mesmo, não há nenhuma percepção de que é essa história. Não se pensa nem na possibilidade, mesmo que você já tenha virado as suas noites vendo Linha Direta (como eu já fiz, escondido. Desculpa, mãe, mas é a vida). E, acredite, ser pega de surpresa por uma história dessas é algo que raramente acontece comigo. De qualquer maneira, fica aí a indicação.

Ontem, sexta-feira dia 23 de Maio, eu ia de novo, dessa vez para ver Grease. Apesar de eu não gostar muito desse musical mais – ainda adorando as músicas, mas não tanto o tema e a história do filme -, eu queria introduzi-lo ao meu amigo Frederico que, pasmem, nunca tinha visto o filme. Entretanto, a chuva me fez ficar em casa e acabamos não indo para a sessão. O que foi uma pena já que, no final, acabou nem chovendo direito lá na Marina da Glória e todos assistiram o filme. Teve até dancinha coreografada e coisas assim. Entretanto, o que fazer, não é?

Hoje estou indo para lá de novo, dessa vez para ver O Poderoso Chefão II, outra grande paixão cinematográfica minha, com a Mariana, outra amiga. Apesar de eu preferir o primeiro, claro. Quem discorda pode entrar na fila, já discuti isso uma dezena de vezes. De qualquer maneira, fica aí a dica! Não sei se há ingressos para a venda ainda, mas, se tiver, comprem e vão para o Vivo Open Air é que, óh, programaço!

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