Comédias & Eu – Capítulo 3: Jane the Virgin

jane the virgin

Infelizmente, eu demorei muito para começar Jane the Virgin. Não sei dizer se eu estava descrente da capacidade dessa série de ser maravilhosa ou se só não fazia ideia de todo o seu potencial, mas demorei para começar. A primeira temporada já estava completa, Gina Rodriguez já tinha ganhado prêmios pelo seriado e ele já tinha um grande nome. Aí eu cheguei de fininho, sem saber se iria me apaixonar ou não. Apaixonei. Virou crush, virou só o que eu conseguia falar por semanas (meu namorado que sabe) e se tornou um verdadeiro romance mexicano. No caso, o romance sou eu e o seriado.

Pois bem, vamos explicar! A série conta a história de Jane Villanueva (Gina Rodriguez) que tem um namorado perfeito e policial, Michael Cordero Jr. (Brett Dier), e uma família ótima composta pela sua mãe, Xiomara Villanueva (Andrea Navedo) e sua abuela, Alba Villanueva (Ivonne Coll). Ela trabalha em um hotel que é comandado por Rafael Solano (Justin Baldoni), que está noivo de Petra Solano (Yael Grobglas), e é apaixonada pela novela The Passions de Santos, que é estrelada por Rogelio De La Vega (Jamie Camill). Um dia, Jane vai para uma consulta com a sua ginecologista, a doutora Luísa Alver (Yara Martinez), que é irmã de Rafael Solano, e problemas acontecem. Luisa tinha acabado de sair de um término de relacionamento terrível e estava bem desorientada quando foi fazer seu trabalho.

Ela tinha duas consultas naquela manhã: uma inseminação artificial, em Petra, e um papanicolau, em Jane. Luisa trocou tudo e fez a inseminação em Jane e o papanicolau em Petra. Inseminação esta que foi feita com o material genético de Rafael Solano, por quem Jane sempre teve uma crush. Isso só se complica mais vendo o fato de que Jane era virgem (como diz o título da série, lol) e muito católica devota, o que deixa uma verdadeira concepção imaculada acontecendo.

Esse fato coloca todos dessa trama dentro de uma verdadeira novela mexicana (apesar da inspiração da série ser uma telenovela venezuelana) onde a cada episódio temos uma reviravolta incrível cheia de humor e otimismo. Desde que seja uma trama sobre crime internacional (Sin Rostro!), sobre a verdadeira natureza dos homens que cercam a vida de Jane (Michael? Rafael? Michael? Rafael?), sobre mafiosos checos e identidades falsas, ou até sobre quem e o que aconteceu com o pai de Jane. Cada episódio é uma novidade e o humor da série é encantador, pronto para conquistar qualquer um que a assiste. Além de podermos considerar Jane the Virgin uma das séries com mais representações positivas de latinos na televisão americana. A maioria do elenco é de origem latina ou latina-americana e a série aborda diversas tramas de interesse desses grupos, como deportação, herança cultural e até o senso de comunidade local.

A série me conquistou com o seu bom humor e a sua espontaneidade, mas também com um elenco extremamente talentoso e escritores vorazes por novas histórias e novas narrativas. Acho que todo mundo que lê esse blog sabe como eu gosto de novas narrativas, de histórias que saem do padrão. Pois bem, Jane the Virgin certamente sai do padrão em todos os sentidos possíveis. Apesar de ser um romance tradicional, um romance de conto de fadas, a história percorre diversos sentimentos que não costumamos ver dentro de uma história, principalmente em uma guiada por uma mulher. Jane é uma personagem maravilhosa. Ela não é revolucionária, ela quer um grande amor e uma família. Mas, ao mesmo tempo, ela tem sonhos e aspirações, ela tem desejos e anseios reais. Ela quer se tornar escritora, roteirista, mãe, esposa, namorada, fiel, uma boa filha e uma boa amiga. Tudo que se complica diante da trama e das escolhas que ela tem que fazer, sempre ela. Os seus desafios são reais e, apesar de ser uma comédia, muitas vezes não são nada engraçados.

Inclusive, as melhores partes da série vem dessa paixão de Jane pela escrita. Ela, por vezes, inventa cenas na sua cabeça, colocando os outros atores e os personagens em situações que nunca poderiam ser vistas na narrativa real. Ela mistura outros programas de televisão (Bachelorette Jane!), outras histórias, outros gêneros e até versões confusas dos próprios personagens dentro da sua cabeça enquanto tenta resolver os seus dilemas. E a série, por meio de um narrador muito bem humorado (e bastante premiado! Sabia que existem prêmios para narradores em séries?) segue com essa história.

Então, se vocês estavam, como eu, esperando um empurrãozinho para ver Jane the Virgin, esse é o empurrão que queriam!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s